sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Material para estudar para prova de Ltp1
Excelente material para ser utilizado como apio: http://www.slideshare.net/edigleyg3/linguagens-e-tcnicas-de-programao
terça-feira, 31 de julho de 2012
Variáveis dinâmicas
Comparação entre variáveis estáticas
e variáveis dinâmicas
Até o presente momento, lidamos
com variáveis que tiveram de ser criadas antes de se executar um programa. São
variáveis que existem o tempo todo, ou seja, são variáveis estáticas. Portanto,
a alocação de memória para esse tipo de variável é feita antes da execução do
programa. A grande desvantagem desse tipo de variável é o fato de que uma vez
criada, o espaço de memória que ela ocupa não pode mais ser alterado. As
variáveis dinâmicas podem ser criadas e ou destruídas durante a execução de um
programa, e esta, é a grande vantagem delas sobre as estáticas. As variáveis
dinâmicas podem ser obtidas através de um tipo pré-definido em Pascal, chamado
Pointer.
O Pointer ou apontador, como o
próprio nome diz, aponta para um local de memória onde está armazenada uma
variável.
O tipo Pointer
O procedimento para se declarar
uma variável do tipo Pointer é simples, senão vejamos:
Var
p : ^Integer;
Após esta declaração, teríamos
criado uma variável do tipo Pointer que ocupa 4 bytes (lembre-se que ela aponta
um endereço, e como sabemos, no IBM/PC, um endereço é formado pelo Segment e
pelo offset, cada um com 2 bytes) e que irá apontar uma variável do tipo
Integer. Eu utilizei como exemplo, o tipo Integer, mas poderia ser qualquer
outro tipo e até mesmo Records.
Até esse instante, não criamos a
tão famosa variável dinâmica, e sim uma variável do tipo Pointer, que irá
apontar o endereço de uma variável dinâmica do tipo Integer. Isto parece meio
complicado a princípio, mas aos poucos, iremos entender o funcionamento desse
novo tipo de variável.
E agora eu pergunto, para onde
está apontando a variável recém-criada chamada p ? Simplesmente para nenhum
lugar. E isto recebe o nome em Pascal de NIL. Quando escrevemos no meio de um
programa a declaração abaixo:
p := NIL;
Estamos querendo dizer que a
variável do tipo Pointer, chamada p, não está apontando para
nenhuma variável no momento. Sempre que criamos uma variável do tipo
Pointer, ela tem o valor inicial NIL.
Criação de variáveis dinâmicas
O próximo passo, é a criação de
uma variável dinâmica, para tanto, utilizamos a procedure New. Sua sintaxe é:
New(p);
Isto faz com que seja alocado um
espaço de memória, suficiente para armazenar uma variável do tipo associado a
p, no caso integer. Esse espaço de memória fica num local especial chamado
HEAP. No caso do IBM/PC, o HEAP é toda a memória não utilizada pelo sistema.
Portanto, a declaração New(p)
aloca um espaço de memória no HEAP, suficiente para armazenar uma variável do
tipo Integer e retorna o endereço inicial desta região de memória para a
variável p. Lembre-se que p é do tipo Pointer.
A grande questão agora é: Como
acessamos essa variável dinâmica? Através da seguinte simbologia:
p^
Está na hora de um exemplo para
esclarecer melhor as coisas:
Program
Exemplo;
Uses CRT;
Type
Ponteiro = ^Integer;
Var p : Ponteiro;
i : Integer;
(* p é uma variável do tipo Pointer que aponta para variáveis dinâmicas
do tipo integer *)
Begin
ClrScr;
If p = NIL Then Writeln('sim');
(* como p acabou de ser criada, ela näo deve estar apontando para algum
endereço, ou seja, seu valor inicial deve ser NIL. Para descobrirmos se isso é
verdadeiro, basta compará-la com NIL *)
New(p);
(* acabamos de criar uma variável dinâmica do tipo Integer, e seu
endereço foi colocado no Pointer p *)
p^:=100;
(* estamos atribuindo o valor 100 à variável dinâmica recém-criada *)
Writeln(p^);
i:=200;
p^:=i;
Writeln(p^); (* será
escrito 200 *)
(* A função addr(var) retorna o endereço da
variável var *)
p:=addr(i); (* o pointer contém agora o endereço da variável i *)
p^:=1000; (*
indiretamente estou atribuindo o valor 1000 à variável i *)
Writeln(i); (* será escrito 1000 *)
End.
Estruturas de dados com ponteiros
Suponha que você tenha que fazer
um programa que terá que ler uma certa quantidade indeterminada de registros do
teclado. Você não sabe se serão 10, 100 ou até 1000 registros. A princípio,
você poderia super-dimensionar um array, desde que seu computador tenha memória
suficiente, mas mesmo assim, corre-se o risco de, no futuro, termos que
redimensionar a matriz. Para um caso como este, podemos utilizar o conceito de variáveis
dinâmicas. Para tanto, devemos declarar um Pointer para uma variável,
cuja estrutura seja constituída de dois campos: um contendo o valor
propriamente dito que se quer armazenar e o outro apontando para a próxima
variável dinâmica.
Exemplo:
Program
Exemplo;
Uses CRT;
{Este programa lê registros com a estrutura
abaixo, até que se digite 'fim' quando é perguntado o nome da pessoa. Repare
que o programa tem a capacidade de ler um número ilimitado de registros sem a
preocupação de se definir um array e sua respectiva dimensão.}
Nome
: String[30];
Sexo
: Char;
Idade : Integer;
Altura: Real;
Type
Pessoa = Record
Nome : String[30];
Sexo : Char;
Idade : Integer;
Altura: Real;
End;
ponteiro = ^Pessoas;
Pessoas = Record
Valor : Pessoa;
Prox : Ponteiro;
End;
Var
p,prim : Ponteiro;
Procedure Linha;
Var i:integer;
Begin
For i:=1 to 80 do write('-')
End;
Begin
Prim:=nil;
ClrScr;
Repeat
Linha;
New(p);
Write('Nome da pessoa
-----> ');
Readln(p^.valor.Nome);
If (p^.valor.Nome<>'fim')
Then Begin
Write('Sexo
---------------> ');
Readln(p^.valor.Sexo);
Write('Idade
--------------> ');
Readln(p^.valor.Idade);
Write('Altura
-------------> ');
Readln(p^.valor.altura);
p^.Prox:=Prim;
Prim:=p;
End;
Until p^.valor.nome='fim';
ClrScr;
Linha;
p:=prim;
While p<>nil do
Begin
With p^.valor do
Writeln(nome:30,sexo:5,idade:5,altura:6:2);
p:=p^.prox;
End;
End.
Procedures para variáveis dinâmicas
Dispose
Esta procedure libera o espaço
ocupado pela variável em questão que deve ser do tipo Pointer. Ela não mexe com
o resto do HEAP. Sintaxe:
Dispose(Var);
Podemos dizer que Dispose é
contrário a New, pois esta aloca espaço no HEAP para determinado tipo de variável
enquanto Dispose libera este espaço.
Mark
e Release
Como vimos, as variáveis
dinâmicas são armazenadas num local de memória especial chamado de HEAP. Esse
trecho de memória funciona como se fosse uma pilha. E para controlar o topo da
pilha, o Turbo Pascal mantém um apontador. Nós podemos alterar o valor do
apontador do topo do HEAP. Não podemos esquecer que alterando-o valor deste
apontador, todas as variáveis dinâmicas que estiverem acima deste endereço
serão perdidas. A procedure que nos permite alterar o valor deste apontador é a
Release e sua sintaxe é:
Release(Var);
Onde Var deve ser uma variável do
tipo Pointer e que deve conter o endereço desejado, para se atribuir ao apontador
do topo do HEAP.
Já a procedure Mark nos permitem
atribuir, a uma variável do tipo Pointer, o valor atual do apontador do topo do
HEAP. Sintaxe:
Mark(Var);
Estas duas procedures em conjunto
nos permite controlar e liberar, quando desejarmos, um trecho de memória do
HEAP.
GetMem e FreeMem
Com a procedure New, podemos alocar espaço necessário no HEAP
somente para uma variável de determinado tipo. Com o par Mark e Release ou
Dispose, podemos liberar tal espaço no HEAP. Já, as procedures GetMem e
FreeMem, podemos alocar o número de bytes que desejarmos, sem estarmos presos a
um determinado tipo de variável.
Sintaxes:
GetMem(Var,i);
Onde Var é do tipo Pointer e i
Integer.
Após esta declaração, teríamos
alocado no HEAP, um espaço de memória no HEAP no tamanho de i bytes. O endereço
inicial desse trecho de memória é retornado em Var.
FreeMem(Var,i);
Esta procedure faz exatamente o
contrário da GetMem, ou seja, libera i bytes no HEAP a partir do endereço
armazenado em Var.
Functions para variáveis dinâmicas
MaxAvail
Retorna um número inteiro, que
corresponde ao número de parágrafos (conjunto de 16 bytes) livres disponíveis
no maior bloco de espaço contíguo no HEAP.
MemAvail
Retorna o número de parágrafos
disponíveis no HEAP.
Functions
Definição
As funções são muito parecidas
com as procedures. A principal diferença é que o identificador de uma função
assume o valor de retorno da função. Uma função deve sempre retornar um valor e em Turbo Pascal, este
valor é retornado no nome da função.
Declaração de funções
A declaração de uma função é
muito parecida com de uma procedure que por sua vez é parecida com a de um
programa, senão vejamos:
Function
Nome_da_função(parâmetros) : Tipo_da_função;
< área de declarações >
Begin
corpo da função
End;
A formação do nome da função deve
seguir as mesmas regras para formação de identificadores em Turbo Pascal. Dentro
dos parênteses devemos declarar os parâmetros e seus respectivos tipos dos
quais a função depende. O tipo de valor retornado pela função também deve ser
declarado.
Na área de declarações, podemos declarar labels,
constantes, variáveis e até mesmo Procedures e Functions. Devemos lembrar que
tais elementos só poderão ser utilizados dentro do corpo da função, pois são
locais a ela. Abaixo, temos o exemplo de uma função.
Program Exemplo;
Uses CRT;
Var x,y : Real; (* variáveis globais *)
Function Soma(a,b:real):real; (*
Soma é uma função que depende de dois parâmetros reais e devolve um valor real
*)
Begin
Soma:=a+b; (* reparem que o valor da funçåo é retornado p. seu nome *)
End;
Begin
ClrScr;
x:=Soma(4,5);
y:=Soma(3,6)-Soma(45.5,5.6);
Writeln(x:10:2,y:10:2);
Writeln;
Write('Valor de x --> ');
Readln(x);
Write('Valor de y --> ');
Readln(y);
Writeln;
Writeln(Soma(x,y):10:2);
End.
Devemos lembrar que o Turbo Pascal possui inúmeras
funções de procedures pré-definidas, que iremos ver no decorrer do curso.
Exemplos:
Program Fat;
Uses CRT;
{Programa para calcular o fatorial de um número lido do teclado, usando
o conceito de Function}
Label inicio,fim;
Var n : Integer;
tecla : char;
Function Fatorial(numero:integer) : Real;
Var i
: Integer;
Fat : Real;
Begin (* da função Fatorial *)
Fat:=1;
If numero>1
Then Begin
i:=1;
Repeat
i:=i+1;
Fat:=Fat*i;
Until i=numero;
End;
Fatorial:=Fat;
End; (* da função fatorial *)
Begin
(* do programa *)
ClrScr;
inicio:
Write('Valor de n (menor que 0 =
fim) --> ');
Readln(n);
Writeln;
If n<0
Then Begin
Write('Não existe
fatorial de numeros negativos');
Goto fim;
End
Else Writeln('Fatorial de n =
',fatorial(n):10:0);
Writeln;
Goto inicio;
Fim:
End. (* do programa *)
Program Fibonacci;
Uses CRT;
{Programa para determinar um determinado elemento da seqüência de Fibonacci.
A seqüência de Fibonacci é definida como
Fib(0) = 0
Fib(1) = 1
Fib(n) =
Fib(n-1) + Fib(n-2)}
{Como podemos ver, o elemento atual é determinado pela soma dos dois
elementos anteriores}
Label inicio;
Var numero:integer;
tecla : char;
Function Fib(n:integer):integer;
Var
a1,a2,i,pe : Integer;
Begin
if n=0
Then Fib:=0
Else If n=1
Then Fib:=1
Else Begin
a1:=0;
a2:=1;
i:=1;
Repeat
pe:=a1+a2;
i:=i+1;
a1:=a2;
a2:=pe;
Until i=n;
Fib:=a2;
End;
End;
Begin
ClrScr;
inicio:
Write('Fib(');
Read(numero);
Writeln(') = ',fib(numero));
Writeln;
Write('Deseja continuar ? --> ');
Readln(tecla);
writeln;
writeln;
If tecla='s' Then goto inicio;
End.
Recursividade
A linguagem Pascal e o Turbo
Pascal permitem a utilização de funções recursivas. Uma função é dita recursiva
quando ela chama a si mesma. Devemos tomar cuidado ao lidar com esse tipo de
função, pois podemos criar loops infinitos. Existem pessoas que têm facilidade
para pensar recursivamente e outras não. A recursividade
permite criar funções elegantes e torna os programas mais fáceis de serem
entendidos. Abaixo, temos os mesmos programas anteriores, só que utilizando o
conceito de recursividade.
Program Fatorial;
Uses CRT;
Label inicio,fim;
Var n : Integer;
tecla : char;
Function Fat(n:integer):real;
Begin
if n=0
Then Fat:=1
Else Fat:=n*Fat(n-1); (*
repare que estamos chamando novamente a funçåo Fat *)
End;
Begin
ClrScr;
inicio:
Write('Valor de n (menor que 0 =
fim) --> ');
Readln(n);
Writeln;
If n<0
Then Begin
Write('Não existe
fatorial de números negativos');
Goto fim;
End
Else Writeln('Fatorial de n = ',fat(n):10:0);
Writeln;
Goto inicio;
Fim:
End.
Program Fibonacci;
Uses CRT;
Label inicio;
Var numero:integer;
tecla : char;
Function Fib(n:integer):integer;
Begin
If n=0
Then Fib:=0
Else If n=1
Then Fib:=1
Else Fib:=Fib(n-1)+fib(n-2);
End;
Begin
ClrScr;
inicio:
Write('Fib(');
Read(numero);
Writeln(') = ',fib(numero));
Writeln;
Write('Deseja continuar ? --> ');
Readln(tecla);
writeln;
writeln;
If tecla='s' Then goto inicio;
End.
Procedures
Definição
Uma das técnicas mais utilizadas
e tida como vantajosa na confecção de programas grandes é a modularização.
Consiste em dividir o programa em diversos módulos ou subprogramas, de certa
forma dependentes uns dos outros. Existe um módulo que é o principal, a partir
do qual são chamados os outros módulos, esse módulo recebe o nome de programa
principal, enquanto que os outros são chamados de subprogramas. No sistema Turbo Pascal, existem dois tipos de
subprogramas, a saber:
- Procedures (procedimentos)
- Functions (funções)
A procedure é como se fosse um
programa. Ela tem a estrutura praticamente igual a de um programa, como veremos
mais adiante. A procedure deve ser ativada (chamada) pelo programa principal ou
por uma outra procedure, ou até por ela mesma.
Declaração de procedures
Uma procedure tem praticamente a
mesma estrutura de um programa, ou seja, ela contém um cabeçalho, área de
declarações e o corpo da procedure. Na área de declarações, podemos ter as
seguintes sub-áreas:
Label - Const - Type - Var - Procedures - Functions.
Devemos salientar que tudo que
for declarado dentro das sub-áreas só será reconhecido dentro da procedure.
Mais para frente, voltaremos a falar sobre isso.
Exemplo:
Program
Exemplo_1; (* cabeçalho do programa *)
Uses CRT;
Procedure linha; (*
cabeçalho da procedure linha *)
Var i : integer; (*
subárea Var da procedure linha *)
Begin (* corpo da procedure linha *)
for i:=1 to 80 do write('-');
End;
Begin (* corpo do programa principal *)
ClrScr;
linha; (* ativação da procedure linha *)
writeln('teste');
linha; (* ativação da procedure linha, novamente *)
End.
O programa acima, pura e
simplesmente faz o seguinte:
1-) Apaga a tela e coloca o cursor em 1,1
2-) Ativa a procedure linha
3-) Escreve a palavra teste
4-) Ativa novamente a procedure linha.
Por sua vez, a procedure linha
traça uma linha a partir da posição atual do cursor. Uma observação
importantíssima a ser feita neste instante, é que a variável inteira i,
definida dentro da procedure linha só existe dentro da procedure, isto
significa que toda vez que ativamos a procedure linha, a variável 'i' é criada e toda vez que saímos da procedure
linha, ela é destruída.
Passagem de parâmetros
No exemplo acima, ao ativarmos a
procedure linha, não houve passagem de parâmetros, mas poderia haver, repare no
exemplo abaixo:
Exemplo:
Program
Exemplo;
Uses CRT;
Var i,j:integer;
Procedure soma(x,y:integer);
Begin
writeln(x+y);
end;
Begin
ClrScr;
soma(3,4);
i:=45;
j:=34;
soma(i,j);
end.
Como podemos reparar, a procedure
soma depende de dois parâmetros inteiros, e ao ativarmos esta procedure,
devemos fornecer os dois parâmetros. Esses parâmetros podem ser dois números
inteiros ou duas variáveis inteiras, obviamente deve haver compatibilidade
entre os parâmetros passados. Podemos também passar parâmetros de tipos diferentes, senão vejamos:
Program
Exemplo_1;
Uses CRT;
Var i,j:integer;
Procedure soma(x,y:integer;h,g:real);
Begin
writeln(x+y);
writeln(h/g:10:2);
end;
Begin
ClrScr;
i:=34;
j:=35;
soma(i,j,3.4,4.5);
End.
{Nos exemplos acima, houve passagem de parâmetros para as procedures,
mas elas também podem passar dados de volta para o programa chamador, exemplo:}
Program exemplo;
Uses CRT;
Var i : Integer;
Procedure Soma(x,y:Integer;Var z:Integer);
Begin
z:=x+y;
End;
Begin
ClrScr;
Soma(3,4,i);
Writeln(i);
End.
Da forma como foi declarada a
procedure soma, quando a ativamos com a seqüência Soma(3,4,i), ocorrem as
seguintes passagens:
- O número 3 é passado para x
- O número 4 é passado para y
- O parâmetro z é passado para i.
Como podemos ver, houve passagem
de dados do programa chamador para a procedure e da procedure para o programa
chamador.
A declaração forward
Suponha o programa abaixo:
Program exemplo;
Uses CRT;
Procedure Soma(x,y:Integer);
Begin
linha;
Writeln(x+y);
End;
Procedure Linha;
Var i:integer;
Begin
For i:=1 to 80 do Write('-');
End;
Begin
ClrScr;
Soma(3,4);
End.
Repare que a procedure Soma chama
uma procedure chamada linha. No entanto, a procedure linha está declarada mais
à frente e portanto, ao compilarmos o programa, o compilador irá
"reclamar" que não conhece o identificador Linha e com justa razão, isto porque a compilação é
feita de cima para baixo e da esquerda para a direita. Para tanto, podemos usar
a declaração Forward, cuja finalidade
é a de indicar ao compilador que determinada procedure está definida mais para
frente.
Exemplo:
Program
exemplo;
Uses CRT;
Procedure Linha; Forward;
Procedure Soma(x,y:Integer);
Begin
linha;
Writeln(x+y);
End;
Procedure Linha;
Var i:integer;
Begin
For i:=1 to 80 do Write('-');
End;
Begin
ClrScr;
Soma(3,4);
End.
Agora sim, podemos compilar o programa
sem erro.
O escopo de objetos num programa
Reparem o Exemplo abaixo:
Program
Exemplo;
Uses CRT;
Const a=100; (* constante global *)
Label fim; (* Label global *)
Var i,x,y : Integer; (* variáveis globais *)
Procedure Linha;
Var i : Integer; (* i é local à procedure
linha *)
Begin
For i:=1 to 80 do Write('-');
End;
Procedure Teste;
Procedure Sub_teste; (* a procedure
Sub_teste
é local
à
procedure Teste *)
Begin
Write('Estive em sub_teste');
End;
Begin
Sub_teste;
Writeln;
End;
Begin
ClrScr;
i:=100;
Linha;
x:=20;
y:=30;
Teste;
Linha;
Writeln('i=',i,' y=',y,' x=',x);
End.
Todos os elementos (constantes,
variáveis, labels etc.) que forem definidos antes de começar o corpo do programa, são considerados globais e podem
ser utilizados por todas as procedures, functions e o próprio programa. O
espaço para tais elementos é criado durante a compilação. Já, os elementos
declarados dentro de uma procedure, só existem dentro da procedure, exemplo: ao
declararmos uma variável dentro de uma procedure, toda vez que ativarmos a
procedure, tal variável será criada e ao sairmos da procedure ela será
destruída. Portanto, dizemos que esta variável é local à procedure.
No entanto, se repararmos bem no
exemplo, veremos que existe uma variável i
inteira declarada antes do início do programa, portanto global, e outra dentro
da procedure linha, portanto local a esta procedure. Mas não há problema, pois
o Turbo Pascal irá considerá-las diferentes. Quando estivermos dentro do
programa, teremos acesso à variável global e quando estivermos dentro da
procedure, teremos acesso à variável local.
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